A Maior de Todas as Bênçãos


Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que nos abençoou com todas as bênçãos espirituais nas regiões celestiais em Cristo. Porque Deus nos escolheu nele antes da criação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis em sua presença. Em amor nos predestinou para sermos adotados como filhos, por meio de Jesus Cristo, conforme o bom propósito da sua vontade, para o louvor da sua gloriosa graça, a qual nos deu gratuitamente no Amado. Nele temos a redenção por meio de seu sangue, o perdão dos pecados, de acordo com as riquezas da graça de Deus, a qual ele derramou sobre nós com toda a sabedoria e entendimento. E nos revelou o mistério da sua vontade, de acordo com o seu bom propósito que ele estabeleceu em Cristo, isto é, de fazer convergir em Cristo todas as coisas, celestiais ou terrenas, na dispensação da plenitude dos tempos. Nele fomos também escolhidos e, tendo sido predestinados conforme o plano daquele que faz todas as coisas segundo o propósito da sua vontade, fim de que nós, os que primeiro esperamos em Cristo, sejamos para o louvor da sua glória. Quando vocês ouviram e creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa, que é a garantia da nossa herança até a redenção daqueles que pertencem a Deus, para o louvor da sua glória. (Carta de S. Paulo à Igreja em Éfeso 1.3-14 NVI)

Esse é um dos meus textos preferidos na Bíblia. Enquanto muitos correm atrás de bênçãos deste mundo, o apóstolo Paulo nos declara o maior de todos os presentes, Jesus. E juntamente com seu Filho, Deus Pai nos garante todas as outras coisas! Vejamos, então, sete bênçãos grandiosas que encontramos no texto bíblico:

1.Ele nos escolheu antes da fundação do mundo. Ele já nos conhecia antes que viéssemos a existir neste mundo!
2.Fomos escolhidos para sermos santos e irrepreensíveis perante Deus. Deus não nos chamou para uma vida fraca, dúbia e medíocre. Ele nos chamou para sermos santos e irrepreensíveis!
3.Em amor, o Pai nos adotou como filhos, por meio de Cristo. Somos herdeiros de Deus.
4.Em Cristo, recebemos graça abundante. Ele nos dá tudo, quando nada merecemos.
5.Fomos feitos para o louvor da Sua glória! Essa é a nossa razão de ser.
6.Fomos selados com o Santo Espírito da promessa. Ele é nosso companheiro, a garantia da presença de Deus em nós.
7.Somos abençoados com toda sorte de bênção espiritual nas regiões celestiais em Cristo.

Graça e paz!

Jidlafe Rodrigues

HÁ UMA NOVA VIDA!


A Verdade andava triste, pois não era convidada para os eventos sociais, as pessoas não queriam estar com ela, o que a fazia se sentir rejeitada e só. Ao encontrar-se com a Mentira, ficou ainda mais indignada ao ver sua alegria e aceitação. Como a Mentira era popular! Assim, a Mentira lhe perguntou “por que você anda assim, tão triste, dona Verdade?” “É que me sinto muito sozinha e rejeitada” respondeu. “Ora!”, disse a mentira, “é porque você é muito dura, não usa maquiagem, não sabe tratar bem as pessoas...” A Verdade, então, enfeitou-se, vestiu-se com as roupas da Mentira, passou a agradar a todos e se sentiu muito bem ao ser aceita em toda a sociedade. Mas, infelizmente, não era mais a Verdade.

Vivemos um tempo em que pouco se fala e pouco se ouve sobre pecado, arrependimento e coisas semelhantes. Mas é exatamente o evangelho que fala sobre o arrependimento e é poder de Deus para transformar todo aquele que vier a crer. Vejamos então, algo sobre o pecado, a graça de Deus e a nova vida que Ele tem para nós.

O pecado é transgressão, desobediência, rebeldia, insensibilidade para com Deus, uma natureza má. Mesmo que sejamos condescendentes com o pecado, Deus não é. É o pecado que nos separa de Deus e, portanto, é isso que leva o pecador ao inferno. Isaías 59.2 diz que são as iniqüidades que fazem separação entre nós e Deus. Já em Romanos 6.23 somos advertidos que o salário do pecado é a morte. Percebe-se que ainda existe pecado e ainda existirá inferno! Que o Espírito Santo traga consciência do pecado, da justiça e do juízo a cada um de nós!

A Graça é o presente de Deus (João 3.16) que nunca merecemos. Por meio de um único ato de Jesus, veio a justiça de Deus para nós (Romanos 5.18). Justiça, não de condenação, mas de purificação dos nossos pecados. Onde houve muito pecado, há mais graça ainda! O pecado não dominará mais você por causa da graça que cobre a sua vida (Romanos 6.14). A graça, então, não é só perdão! É também justificação, santificação, proteção do pecado, novidade de vida!

A nova vida: assim como Jesus ressuscitou, andemos também em novidade de vida. Que vida é essa? Uma vida livre de acusações. Culpas removidas, dívida paga, consciência limpa! Uma vida nova em todas as suas dimensões. Transformada cada dia à imagem de Deus. Uma vida com novas vontades: vontade de adorar, de ter comunhão com os irmãos, fome da Palavra, disposição para evangelizar, uma vida santa.

Vamos, então, prosseguir nessa caminhada e viver essa nova vida que o Pai nos proporciona pelo seu imenso amor.

Jidlafe Rodrigues

SIMPLES

“Não paute sua vida, nem sua carreira, pelo dinheiro. Ame seu ofício com todo o coração. Persiga fazer o melhor. Seja fascinado pelo realizar, que o dinheiro virá como consequência. Quem pensa só em dinheiro não consegue sequer ser nem um grande bandido, nem um grande canalha. Napoleão não invadiu a Europa por dinheiro. Hitler não matou 6 milhões de judeus por dinheiro. Michelangelo não passou 16 anos pintando a Capela Sistina por dinheiro. E, geralmente, os que só pensam nele não o ganham. Porque são incapazes de sonhar. E tudo que fica pronto na vida foi construído antes, na alma. A propósito disso, lembro-me de uma passagem extraordinária, que descreve o diálogo entre uma freira americana cuidando de leprosos no Pacífico e um milionário texano. O milionário, vendo-a tratar daqueles leprosos, disse: “Freira, eu não faria isso por dinheiro nenhum no mundo.” E ela respondeu: “Eu também não, meu filho.” Não estou fazendo com isso nenhuma apologia à pobreza, muito pelo contrário. Digo apenas que pensar e realizar tem trazido mais fortuna do que pensar em fortuna.
Meu segundo conselho: pense no seu país. Porque, principalmente hoje, pensar em todos é a melhor maneira de pensar em si. Afinal, é difícil viver numa nação onde a maioria morre de fome e a minoria morre de medo. O caos político gera uma queda de padrão de vida generalizada. Os pobres vivem como bichos, e uma elite brega, sem cultura e sem refinamento, não chega a viver como homens. Roubam, mas vivem uma vida de Odorico Paraguassu.
Meu terceiro conselho vem diretamente da Bíblia: seja quente ou seja frio, não seja morno que eu te vomito. É exatamente isso que está escrito na carta de Laodicéia. É preferível o erro à omissão. O fracasso, ao tédio. O escândalo, ao vazio. Porque já vi grandes livros e filmes sobre a tristeza, a tragédia, o fracasso. Mas ninguém narra o ócio, a acomodação, o não fazer, o remanso. Colabore com seu biógrafo. Faça, erre, tente, falhe, lute. Mas, por favor, não jogue fora, se acomodando, a extraordinária oportunidade de ter vivido. Tendo consciência de que cada homem foi feito para fazer história. Que todo homem é um milagre e traz em si uma revolução. Que mais do que sexo ou dinheiro. Você foi criado para construir pirâmides e versos, descobrir continentes e mundos, e caminhar sempre com um saco de interrogações na mão e uma caixa de possibilidades na outra. Não use Rider, não dê férias aos seus pés. Não se sente e passe a ser analista da vida alheia, espectador do mundo, comentarista do cotidiano, dessas pessoas que vivem a dizer: eu não disse!, eu sabia! Toda família tem um tio batalhador e bem de vida. E, durante o almoço de domingo, tem que aguentar aquele outro tio muito inteligente e fracassado contar tudo o que ele faria, se fizesse alguma coisa. Chega dos poetas não publicados. Empresários de mesa de bar. Pessoas que fazem coisas fantásticas toda sexta de noite, todo sábado e domingo, mas que na segunda não sabem concretizar o que falam. Porque não sabem ansiar, não sabem perder a pose, porque não sabem recomeçar. Porque não sabem trabalhar. Eu digo: trabalhem, trabalhem, trabalhem. De 8 às 12, de 12 às 8 e mais se for preciso. Trabalho não mata. Ocupa o tempo. Evita o ócio, que é a morada do demônio, e constrói prodígios […] Trabalhe! Muitos dos seus colegas dirão que você está perdendo a vida, porque você vai trabalhar enquanto eles veraneiam. Porque você vai trabalhar, enquanto eles vão ao mesmo bar da semana anterior, conversar as mesmas conversas, mas o tempo, que é o senhor da razão, vai bendizer o fruto do seu esforço, e só o trabalho o leva a conhecer pessoas e mundos que os acomodados não conhecerão. E isso se chama sucesso.” (Texto atribuído a Nizan Guanaes, citação de Ed Renè Kivitz em seu livro “Vivendo com Propósitos”).
Espero sinceramente, que 2010 seja um ano em que você vá além dos projetos e dos sonhos. Que você ouse realizar e construir. Expressar nesta terra, a imagem de Deus que se faz conhecida de todos pela criação e pela sua maravilhosa obra.
Que Deus abençoe você e sua família com sua paz e sua infinita graça.

Jidlafe Rodrigues

Correndo para Jesus

Ao longo de sua permanencia nesta terra, Jesus encontrou inúmeras pessoas, cada uma com suas peculiaridades. Vamos fazer uma comparação entre dois homens que se aproximaram de Jesus. É impressionante como eles possuem, ao mesmo tempo, tantas semelhanças e diferenças tão grandes. Marcos, no capítulo 10 e versículos 17 a 22, nos relata o seguinte: “Quando Jesus ia saindo, um homem correu em sua direção e se pôs de joelhos diante dele e lhe perguntou: “Bom mestre, que farei para herdar a vida eterna?” Respondeu-lhe Jesus: “Por que você me chama bom? Ninguém é bom, a não ser um, que é Deus. Você conhece os mandamentos: ‘Não matarás, não adulterarás, não furtarás, não darás falso testemunho, não enganarás ninguém, honra teu pai e tua mãe’”. E ele declarou: “Mestre, a tudo isso tenho obedecido desde a minha adolescência”. Jesus olhou para ele e o amou. “Falta-lhe uma coisa”, disse ele. “Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me.” Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas.” Quem era esse homem? Como a Bíblia deixa claro, era um homem rico e Lucas o qualifica como importante, portanto fica claro que ele era reconhecido e aceito socialmente. Recebia afeto e carinho das pessoas. Seu rigor com a lei lhe garantia uma consciência tranquila, porém revela-se vazio, sedento de Deus e carente de aceitação e afirmação, o que o levou até Jesus. Durante sua conversa com o Mestre, algo o entristeceu. O que teria causado tamanha tristeza? O texto bíblico nos mostra claramente que ele amava as suas próprias riquezas. Isso, porém, se traduz em algo ainda mais profundo que é a dificuldade que muitas vezes temos de abrir mão de nossas vontades e preferências para dar lugar à vontade de Deus. Mais à frente Jesus encontra outro homem, não menos rico. Veja o que é relatado por Lucas, no capítulo 19, versículos 1 a 10: Jesus entrou em Jericó, e atravessava a cidade. Havia ali um homem rico chamado Zaqueu, chefe dos publicanos. Ele queria ver quem era Jesus, mas, sendo de pequena estatura, não o conseguia, por causa da multidão. Assim, correu adiante e subiu numa figueira brava para vê-lo, pois Jesus ia passar por ali. Quando Jesus chegou àquele lugar, olhou para cima e lhe disse: “Zaqueu, desça depressa. Quero ficar em sua casa hoje”. Então ele desceu rapidamente e o recebeu com alegria. Todo o povo viu isso e começou a se queixar: “Ele se hospedou na casa de um ‘pecador’ ”. Mas Zaqueu levantou-se e disse ao Senhor: “Olha, Senhor! Estou dando a metade dos meus bens aos
pobres; e se de alguém extorqui alguma coisa, devolverei quatro vezes mais”. Jesus lhe disse: “Hoje houve salvação nesta casa! Porque este homem também é filho de Abraão. Pois o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido”. Zaqueu tinha uma verdadeira sede de Deus. Suas riquezas não eram capazes de lhe proporcionar paz, uma consciência tranquila e nem podiam comprar-lhe amigos verdadeiros. Sua profissão de cobrador de impostos para o Império Romano, rendiam-lhe, por sua vez, uma péssima fama entre os judeus que eram extorquidos diariamente. Mas, apesar de sua posição, Zaqueu não mediu esforços para ver Jesus e foi até ridículo ao subir em uma árvore. Valeu a pena! Ele ouviu a palavra do Messias, arrependeu-se e valorizou muito mais a vida com Deus do que suas riquezas. Tudo se tornou sem importancia diante do valor do tesouro que acabara de encontrar: a comunhão com o próprio Deus. Uma vida nova.
Que atitude temos diante de Jesus Cristo hoje? Nós o valorizamos mais que tudo? Priorizamos o que ele prioriza? Nossas vontades e propósitos estão alinhados aos seus planos? Que lugar ele ocupa em nossa agitação diária? A diferença entre aqueles dois homens não foi sua corrida para Jesus,visto que os dois conseguiram encontrá-lo, mas que atitude tiveram após esse encontro. Quero ser como Zaqueu e como o apóstolo Paulo, considerando “tudo como perda, comparado com a suprema grandeza do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor, por quem perdi todas as coisas.” O convite é para que você faça o mesmo hoje. Esqueça a agitação das multidões e tenha um momento para encontrar-se com Jesus e, por fim, ponha rapidamente em prática o que você aprender com ele. Não o troque por nada!
Jidlafe Rodrigues